terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Fui no Tororó...

Sempre foi assim: Final de ano. Verão. E tome temporais em São Paulo. Quem mora aqui sabe bem como é, sol forte desde as 9h da manhã, e no meio ou no fim da tarde, aquela chuva, que nem dura muito, mas destrói muita coisa, causa muito caos.

Já falei disso em outro post, e por mais que realmente eu esteja sem inspiração para escrever, não quero ficar repetindo a mesma coisa. E hoje também não estou muito afim de ficar criticando pessoas. Afinal, é só isso que eu sei fazer.

Falarei então de mim: Eu já tive medo de chuva. Medo mesmo. Daquilo que começava a garoar eu já entrava em desespero. Temendo que eu visse novamente minha casa toda alagada, como vi uma vez, com medo que eu tivesse que começar a virar móveis um em cima dos outros na esperança de salvar alguma coisa.

Felizmente onde eu moro, pra alagar tem que ser chuva torrencial mesmo, e já faz quase 10 anos que isso ocorreu e desde então não chegou nem perto disso. Água caindo do céu, em mim, provocava um frio diferente daquele que você sente quando cai um pingo gelado na nuca.

É difícil sentir medo, e agora já não me refiro só a chuva, falo a qualquer coisa. O medo te faz pensar e cogitar coisas muito maiores do que realmente são. Te faz temer e esperar por algo muito pior do que realmente está ocorrendo ou que vai ocorrer. Por mais que o tempo te mostre que a maioria dos seus medos foram infundados, deixar de senti-lo é impossível e sempre esperar pra ver é muito complicado.

Não sei ao certo quando perdi o meu medo da chuva. Não sei dizer quando passei a não usar mais guarda-chuva e me molhar inteiro andando na rua. Atualmente até gosto dela, me faz pensar em coisas boas, desejos bons.

Chovi no molhado mesmo, falei e não disse coisa alguma.
Salve São Pedro!

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