quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Olhos vermelhos, Corações Negros.

Lembra de um amigo de escola, que hoje você já não tem mais contato?
Mesmo que por vontade ou até mesmo por promessa, planejaram que ela não acabaria, não foi?

Eu tive mas acabou, como várias outras acabaram. Mas essa não de uma maneira muito agradável.

Eu jamais imaginaria, que iria rever ele 7 anos depois. Vento forte, ar pesado, olhos fundos e roupas pretas. Lá estava ele deitado. Morto.

É verdade... fui covarde o suficiente para não ver. Me iludi que queria manter a imagem dele rindo, zombando e feliz do último dia que nos vimos. Como eu iria saber?

Mas me perdoem, não é um texto que eu quero ler "meus sentimentos, edu" ou então "minhas condolências". Por favor, não quero falar da morte, quero falar de atitudes.

O que eu fui pra ele nesses sete anos, que não nos encontramos? Não fui e não fiz nada. Até conversamos um pouco, rimos, marcamos de sair... mas nunca fomos.

Senti bastante essa perda. Perdi muitas noites de sono. Sonhei que não fosse verdade. Não era mentira.

Mas o ponto onde eu quero chegar com tudo isso, é:

Qualquer coisa que você tenha pra dizer, pra sentir, pra viver, pra odiar, pra brigar com alguém. Faça-o, e você nunca saberá quando não puder mais, enquanto ele vá saber, responder, brigar de volta. Ele não levará embora algo que nunca existiu.

De que adianta um riso, um arrependimento ou um perdão depois que a pessoa não está mais entre nós? Desculpe, mas não significa absolutamente nada.

Acredite, acabou. E lágrimas não mudam nada.