terça-feira, 3 de maio de 2011

Imposto, dá renda.

Vo parar de ficar falando que num posto há tanto tempo e tal pois sou um rapaz suburbano ocupado, por que sempre eu demoro mesmo. Então quando eu postar, aviso por sub de msn, twitter, skype, etc.

Abrindo sites de notícias e inclusive vendo o último vídeo do Felipe Neto (http://www.youtube.com/watch?v=Q4rEJr3sUO8), e deparei com esse assunto: Preço Justo. Pra quem não sabe e vive no fantástico mundo de bob, é uma "iniciativa" comunitária para que sejam reduzidos os impostos sobre produtos, que realmente são absurdos e que nos forçam a pagar até três vezes mais o valor de um produto. Não que eu seja contra esse tipo de mobilização e nem que eu não ficaria feliz caso desse resultado, mas o fato é o seguinte: Se tem uma coisa que jamais deixará de existir nesse país são esses fabulosos impostos absurdos, pois eles são a renda do país. Vale lembrar que eu me refiro a "país" para aqueles que se beneficiam com isso.

Não adianta clamar que os impostos de uma determinada área seja reduzida, pois pode até acontecer, mas ai eles vão aumentar o de outra. Interessante é que eles criaram até uma vertente do "Jogo Justo". Aí vai ser tipo assim: O cara vai pagar bem mais barato pelo kinect bolado dele pra ele ficar pulando que nem um canguru o final de semana em frente a TV, mas vai ter que pagar mais pra comprar o pão quando der fome e ele for na padaria depois. Sinceramente, eu acho burrice e falta de tempo se mobilizar desse modo.

Eu deveria mostrar uma maneira então de como poderíamos fazer de maneira correta, e então livrar o país dos terríveis impostos? Não mostro pois eu nem imagino uma. É, isso mesmo: Foda-se, eu não sei o certo, mas esse ai que tão usando tá errado.

Foi difícil escolher se eu falaria de impostos ou do Bin Laden morto, optei pelo primeiro por que acho que é o que influencia mais minha vida. É, penso bem diferente dos jornalistas...

terça-feira, 1 de março de 2011

Ponte RJ - SP

Será que somente eu que acho que quando se trata de acontecimentos catastróficos e abusivos, a memória das pessoas afetadas por tal é limitada à primeira festa que ocorre?

Vamos a alguns exemplos:

Começarei no Rio de Janeiro: Chuvas castigaram a região serrana (e se você não souber do que eu estou falando é porque não ligou a tv por 5 minutos no mês passado, porque só se falava disso). Pessoas morreram, bens materiais e pessoas se perderam em meio à lama, famílias que se formaram ao longo de anos foram desfeitas em apenas alguns dias. A solidariedade dos que puderam ajudar se fez: Enviaram ajuda, salvaram pessoas (cada vez mais me admiro com a profissão dos bombeiros)...mas e a reestruturação, como faremos? "Infelizmente não temos verba pública".

Algum tempo depois a cidade do samba pegou fogo, se não me engano quatro escolas perderam tudo ou quase tudo daquilo que foi feito o ano todo. Novamente a ajuda chegou (Da-lhes bombeiros), o fogo foi controlado mas já não tinha como recuperar. Entretanto, como não podem suportar uma rainha da bateria chorar, tomaram atitude: "Iremos ajudas na reconstrução e nenhuma escola deveria ser rebaixada".

Uma pequena dica econômica: Tirar o povo da lama e refazer lares, não da retorno nenhum aos cofres públicos, já o carnaval...além de gerar renda, ainda faz o povo esquecer da chuva e das mortes. Vamos sambar nos cadáveres na sapucaí Brasil!!!!

Ah e claro, agora ninguém lembra de mais nada mesmo: Ronaldinho Gaúcho sambou também e a taça Guanabara é do mengão!

Agora vamos pra São Paulo, terra da garoa (ou dos temporais):

Eu falei um tempo atrás sobre a condição do metrô, sempre superlotados em horários de pico e basta garoar (ou cair um toró, que é mais provável) fica mais de horas parado. E não lembro se comentei, mas em relação aos ônibus é a mesma coisa.

E o que aconteceu? O mamute virou merda.

Aumentaram as tarifas de ônibus, e já que onde a vaca vai, o boi vai atrás, subiram a tarifa do metrô também. Ou seja, cada vez se paga mais caro por um serviço pior. É quase uma promoção pague 4 leve 3, imperdível!!!

Mas sejamos otimistas, essa renda gerada pelo aumento será revertida em alguma melhoria. Se bem que já foi: aumento do salário dos deputados. É...quem disse que a melhoria seria pra gente né? Deputados precisam sempre ganhar mais pra ajuderem em decisões como a de salvar um carro alegórico ao invés de uma vida humana.

Alegria de ser brasileiro, a gente vê por aqui. plim plim.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Espirito Santo: A Liquidação.

Fiquei mais um pequeno período sem postar, sem motivos graves ou relevantes, apenas não tinha ideias pra escrever aqui.
Então vamos lá, ao primeiro post de 2011. Espero que o ano de vocês esteja sendo bom para todos, como o meu está sendo, obrigado.

Em um dos meus posts anteriores eu abordei o tema religião, inclusive é um dos primeiros do blog, e falei sobre pessoas que usam a fé das pessoas para ganhar dinheiro. Não vou ficar repetindo algo que já escrevi, caso vou queira ler este post anterior clique aqui: http://etsblade.blogspot.com/2010/01/fe-de-uns-dinheiro-de-outros.html

Quero falar de uma outra vertente agora, quero citar as pessoas que acham que podem comprar bençãos ou pedidos. O caso que vou utilizar é o seguinte:

Pra que não sabe, eu era acólito (ou coroinha, como preferirem) de uma igreja perto da minha casa. E normalmente os fiéis no fim da missa, onde o padre benze todos com agua benta, levavam documentos e até mesmo chave da casa para serem benzidas. Vez ou outra alguns ia na sacristia pedir que o padre abençoasse diversas coisas.

Até ai, normal...

Eis então que numa bela tarde ensolarada de primavera, aparece um cidadão que nunca havia ido àquela igreja (e arrisco palpitar que à nenhuma outra também), muito bem trajado, acompanhado de uma família, composto de sua mulher e filhos, todos muito bem destacados, típico jeito de pessoas que demonstram a classe social pela roupa.

Mal havia começado a missa e ja eram um tanto quanto hilário vendo-os se portar nela. Eles olhavam disfarçadamente pro lado, pros outros, para verificarem se deviam estar sentados, em pé, ou ajoelhados. Mexiam descritivelmente os lábios em todos os cânticos, para demonstrarem todo o louvor a qual vieram buscar e claro (quase igual aqueles pirralhos de 5 anos cantando em inglês), e óbvio, comungaram do corpo e sangue de Jesus.

Esqueci de comentar que na hora da coleta, fizeram questão de cada um deles depositar uma bela e novinha nota que homenageia um dos nossos símbolos da fauna brasileira, a onça pintada, nas sacolas das oferendas.

Quando acabou a liturgia, e o altar foi todo arrumado e tal, pra nossa mor surpresa, eis que brota a família inteira procurando pelo pároco. Disseram eles que gostariam muitíssimo que o carro novo deles fosse abençoado, afim de que nenhum mal ocorresse ao longo do usufruto do veículo. E que veículo! Um lindíssimo importado de tonalidade azul escura que deixaria qualquer fã de carros babando. Depois de tudo benzido e protegido dos males, partiu feliz a família pro palácio mandando tchauzinho de dentro dos vidros blindados.

Fiquei imaginando: Será que eles deixaram de fazer o seguro do carro por conta da benção? Acho que sim né...tamanha foi a fé deles, pra que seguro se Deus os está protegendo? Por tudo que fizerem Ele vai até lubrificar o motor também.

Incrível como muitos acham que podem comprar qualquer coisa, é a isso que se referem que o dinheiro não compra tudo...mas a maioria que o tem, acham que até a passagem pro paraíso (na 1ª classe, claro) podem comprar. Como se a fé fosse algo que reconhecesse dinheiro ou então pedisse tal.
É isso que me irrita tanto nas igrejas ou em qualquer outro local que cative uma religião: Pessoas que não tem fé alguma, vão simplesmente por ir, oram e nem sabem a que ou a quem solicitam paz e saúde. Participam como se fosse uma pedra ou então um preso esperando a hora para voltar pra casa. Acham uma extrema perda de tempo, vão por obrigação e inclusive existem aqueles que quando o padre demora no sermão dizem: "será que ele não vai acabar não?"

Lamentável como pessoas acreditam que podem levar a vida da forma mais podre possível, mas que por irem na missa de domingo, estão no caminho de Deus. Amém.

Como diria o rapper Emicida: "Pois não vejo Deus nas Igreja, mas em compensação eu vejo em todo o resto."